Anna e o Beijo Francês - Stephanie Perkins

24 de jun de 2016



Nome do livro: Anna e o beijo francês
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo conceito
Páginas: 286
Lançamento: 2011


Sinopse:

“Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto — que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? ” 


   Já faz algum tempo que eu ouvi falar desse livro e me lembro de achar legalzinho na época, por isso acabei deixando para ler depois. Minhas últimas leituras foram um pouco pesadas e eu precisava de um livro mais suave, percebi então que esse era o livro certo.

   Todos nós sabemos que o ensino médio pode ser uma fase muito estressante – e aos que não passaram por isso ainda, força. Agora, lembre-se do seu último ano na escola. Não importa se a sua sala não era unida ou se as pessoas gostavam ou não de você, o que importa é que surge aquele sentimento de curtição do último ano com os colegas e com a rotina. Imagine agora se você recebesse a notícia que iria cursar o seu último ano em outro país completamente sozinha.

   Foi dessa forma que Anna se sentiu quando seus pais lhe contaram que ela iria estudar em um colégio interno, na França. Como assim? E sua vida em Atlanta? Ela não sabe nada sobre a França, não fala francês e acima de tudo, não quer ir para lá.

   Anna mora com seu irmão caçula e sua mãe. Seus pais são separados e ela sabe que o motivo dela estar sendo mandada para a França, é mais pelo pai do que por ela. Isso porque ele começou a escrever livros que viraram filmes famosos, tornando isso uma “razão” para ter uma filha em um colégio internacional.

 “Foi na época do divórcio que todos os traços de decência desapareceram, e seu sonho de ser o próximo escritor do Sul foi substituído por seu desejo de ser o próximo escritor publicado. Então ele começou a escrever esses romances ambientados numa pequena cidade da Geórgia, sobre pessoas com Bons Valores Americanos que se Apaixonam e, em seguida contraem Doenças potencialmente Fatais e Morrem. ”

   Imagine o quão frustrada ela ficou com os filmes baseados nos livros do pai cheios de clichês e com enredo barato uma vez que ela tem o sonho de estudar a teoria do cinema.

   O dia finalmente chega e Anna está se instalando no novo colégio. Digo por mim mesma que nessas situações o mais difícil é deixar seus amigos para trás. Ela deixou de ver sua melhor amiga Bridgette, deixou para trás seu trabalho, e um cara, Toph, com quem ela se envolveu.

   Depois que seus pais a deixam em seu dormitório ela conhece Meredith, sua primeira amiga naquele lugar totalmente estranho. É por meio dela que Anna irá conhecer Rashimi, Josh e St. Clair.

   Eu pensei que o livro iria tratar das dificuldades que uma situação dessas impõe e de como os novos amigos a ajudariam a passar por essa fase. Não digo que isso não acontece no livro, mas com certeza não é o foco.

   Logo no começo quando eles se conhecem, Anna percebe que tem uma quedinha por St. Clair, que obviamente está fora dos limites já que tem namorada e porque sua nova amiga gosta dele. Mas a gente percebe que alguma coisa surge entre os dois. Eles se tornam inseparáveis, amigos de verdade, daqueles que não precisam de palavras para saber o que o outro está pensando. O que acontece é que essa quedinha começar a ser algo maior e Anna tem de aprender a lidar com isso já que eles são apenas amigos.

"Sinto falta de Paris, mas lá não é minha casa. É mais algo do tipo sentir falta... disso. Desse calor pelo telefone. É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar? Bridge costumava ser meu lar. Talvez St. Clair seja meu novo lar.
Eu reflito sobre isso à medida que nossas vozes vão se cansando e nós paramos de conversar. Nós só ficamos na companhia um do outro. Minha respiração. Sua respiração. Minha respiração. Sua respiração.
Eu não poderia nunca dizer a ele, mas é verdade.
Isto é estar em casa. Nós dois. "

   Eu me apaixonei por Étienne. Ele é americano e inglês, então ele tem sotaque britânico. Ponto para ele. Sem contar que ele é super engraçado, compreensivo e meigo, e enquanto eu lia parecia que as piadas dele eram para mim, que eu era a personagem.

   Enfim, não sei se consegui passar para vocês tudo o que senti quando li, porque não tem como falar mais sobre a história sem soltar spoliers. A história pode parecer clichê, mas eu adorei. O livro tem uma escrita simples e fácil, daquelas que você nem percebe quando termina de ler.

   Posso afirmar com toda certeza que esse livro é um dos meus queridinhos agora. Espero que gostem.





13 comentários :

  1. Olá, Priscila.
    Confesso que esse romance não me chama muito a atenção. Prefiro os livros mais densos. Mas essa parece ser uma boa leitura leve entre duas obras mais pesadas. Talvez dê uma chance futuramente.

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de junho. Serão quatro livros e dois vencedores!

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  2. Gostei do nome do livro, acho que isso me chamou atenção, sua resenha me deu mais curiosidade do que a sinopse, é um livro que se eu lesse só a sinopse eu não compraria, mas gostei do que você falou, talvez eu dê uma chance a ele.
    http://souadultaagora.blogspot.com.br/

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  3. Tenho muita curiosidade sobre esses livros, mas sempre acabo comprando outros e deixando pra depois :/

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    1. Sei bem como é isso. As vezes faço a mesma coisa.

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  4. Olá, Priscila.
    Eu amei esse livro. Achei tão fofa a história e também me apaixonei pelo Étienne. Sem falar que é Paris né? hehe. E o segundo é ainda melhor. Leia ele acho que você vai gostar.

    Blog Prefácio

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    1. Oi Sil, eu já li e logo logo vai ter resenha aqui e sim, achei muito fofo ^^

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  5. Acabei de comentar que tinha uma divida com a Carina Rissi e agora vou ter que admitir outra divida... Ooooh céus não está fácil hahahaha também tenho uma divida com a Perkins, pode até haver resenhas negativas para os livros dela, mas eu nunca as encontrei e morro de vontade de pegar e ler... sua resenha me fez uma vez mais ter essa vontade!!!!

    #DoQueEuLeio

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    1. Que bom! Leia sim viu, garanto que você não vai se arrepender.

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  6. Oi, Priscila, tudo bem?
    Fiquei feliz em saber que você gostou desse livro.
    Já vi diversas críticas negativas e isso desmotiva a gente.
    Adorei seu blog.
    http://revelandosentimentos.blogspot.com.br/

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  7. Eu tinha uma amiga que leu esse livro e ficou com as mesmas impressões que vc, amava de paixão, me mandava trechos, ela é toda romântica e esse livro parece ter uma história de amor muito fofa, não está na minha lista de leituras pq não curto romances, mas acho legal quem curte, muito boa a resenha

    Daily of Books

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  8. Olá Priscila,
    O livro é clichê, mas quem não gosta de um bom clichê as vezes? Li esse livro há bastante tempo e lembro que não curti muito a leitura por alguns motivos, mas, os outros livros da série são incríveis.
    Adorei sua resenha, acho que você passou muito bem o que sentiu ao ler.
    Beijos ♥
    Um Oceano de Histórias

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  9. Oi Priscila, esse foi um dos livros que eu quase não consegui terminar. Por se passar em Paris, eu imaginei que fosse algo como uma "road trip" sabe? E que a cidade fosse muito mais explorada, mas me deparei com um baita romance super açucarado. Acho que o momento não me ajudou, pois só queria terminar aquilo logo hahahaha. Beijos!!


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